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Diretor Institucional do Sindeprestem participa de evento global e traz uma visão estratégica para os associados

  • Foto do escritor: Sindeprestem
    Sindeprestem
  • 15 de abr.
  • 4 min de leitura

José Augusto Figueiredo esteve no SIA Executive Forum, em Austin (Texas), e compartilha os principais aprendizados do setor.

Austin, Texas (EUA) foi palco, nos dias 24 e 25 de março de 2026, de um dos mais importantes encontros internacionais do setor de trabalho e recrutamento: o SIA Executive Forum North America (Fórum Executivo da SIA na América do Norte). Representando o Sindeprestem, o diretor institucional José Augusto Figueiredo acompanhou de perto as discussões que estão moldando o presente — e, principalmente, o futuro do setor.

Mais do que um evento voltado à troca de experiências, o encontro reuniu líderes globais em torno de um momento de profunda transformação. E, como destaca José Augusto, o principal valor não esteve apenas nas respostas apresentadas, mas na capacidade de provocar uma reflexão mais ampla: “As discussões vão além de soluções imediatas. Elas nos convidam a entender, de forma mais profunda, a transformação que a indústria está vivendo — e continuará vivendo nos próximos anos.”

A nova lógica do setor: tecnologia no centro, estratégia como diferencial

Um dos temas mais marcantes do evento foi a consolidação da inteligência artificial (IA) como elemento central do setor. Longe de ser uma tendência futura, a IA já está integrada às operações: 93% dos recrutadores planejam utilizá-la em 2026.

Na prática, isso significa uma mudança profunda. A tecnologia está redefinindo como o talento é identificado, selecionado e gerenciado — automatizando etapas como triagem, agendamento e acompanhamento de candidatos, e permitindo que os profissionais atuem de forma mais estratégica. Esse movimento acelera a transição de processos operacionais para ecossistemas orientados à geração de valor, em que eficiência, escala e qualidade caminham juntas.

Surge, nesse contexto, a chamada “era dos agentes” — sistemas inteligentes que funcionam como apoio às equipes, ampliando a capacidade operacional sem aumento proporcional de custos. Mas o recado é claro: a tecnologia, por si só, não é suficiente. O verdadeiro diferencial está na capacidade das empresas de preparar suas equipes, adaptar seus processos e conduzir a transformação com consistência.

Um setor em evolução: do transacional ao estratégico

Outro ponto central das discussões foi a mudança estrutural do modelo de negócios. O setor deixa de operar de forma predominantemente transacional e passa a assumir um papel mais estratégico dentro das organizações.

Ganha força um novo formato de atuação, baseado em:

  • Contratos por escopo de serviço (SOW – Statement of Work)

  • Plataformas digitais

  • Modelos de força de trabalho híbrida, que combinam profissionais fixos, temporários e autônomos

Esse novo desenho posiciona as empresas do setor como parceiras na construção de soluções — e não apenas como intermediadoras de mão de obra.

Crescimento com base em dados, especialização e novos modelos de trabalho

O crescimento segue como prioridade global, mas com uma nova base: dados, especialização e inovação nos modelos de trabalho. Segundo as discussões do evento, os modelos atuais de organização do trabalho tendem a mudar significativamente nos próximos anos, impulsionados pela tecnologia e pela necessidade de maior eficiência.

A abordagem chamada de “IA-first” (inteligência artificial como ponto de partida) passa a orientar decisões estratégicas, transformando tanto a experiência dos clientes quanto dos profissionais, e elevando os padrões de desempenho, escala e impacto.

Desafios crescentes em um ambiente mais complexo

O avanço tecnológico também traz novos desafios. Um dos principais é o aumento de fraudes em processos seletivos, especialmente em áreas tecnológicas — o que tem levado ao uso da própria IA como ferramenta de validação e segurança.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por profissionais em áreas como:

  • Ciência de dados

  • Saúde

  • Segurança digital

Além disso, fatores geopolíticos e demográficos seguem influenciando o mercado de trabalho global, tornando o ambiente ainda mais dinâmico e exigente.

Liderança: o fator que define o futuro

Em meio a tantas transformações, um elemento se destaca como decisivo: a liderança.

O conceito de “vision over hype” (visão estratégica acima do modismo) reforça a importância de definir com clareza o futuro que se deseja construir, em vez de apenas seguir tendências.

Já o “future solving” propõe um novo modelo de planejamento: começar pelo futuro desejado e, a partir dele, estruturar o caminho para alcançá-lo. Nesse cenário, a capacidade de liderar se torna o principal diferencial competitivo.

“A habilidade de navegar pela complexidade, alinhar interesses e executar com consistência será o que definirá quais organizações irão, de fato, moldar o futuro do trabalho”, ressalta José Augusto.

Escala, valor e posicionamento no mercado global

As discussões sobre valuation (valor de mercado) e M&A (fusões e aquisições) mostraram que as empresas mais bem posicionadas são aquelas que combinam:

  • Eficiência operacional

  • Uso estratégico da tecnologia

  • Modelos escaláveis

  • Liderança consistente

O conceito de “platform company” (empresa que atua como plataforma, conectando serviços, clientes e soluções) surge como um dos principais diferenciais competitivos do setor.

Uma responsabilidade coletiva: o papel do setor no futuro do trabalho

Além das transformações tecnológicas e estratégicas, o evento trouxe uma reflexão importante sobre o papel institucional do setor. No âmbito do World Employment Confederation (WEC) — entidade global que representa a indústria do emprego — o momento atual é visto não apenas como um desafio, mas como uma responsabilidade coletiva.

Por meio do WEC e de sua atuação na América Latina, o compromisso é claro: promover o diálogo, disseminar boas práticas e fortalecer o papel do setor na construção de mercados de trabalho mais resilientes, inclusivos e dinâmicos.

Conexões que impulsionam a transformação

Outro destaque do evento foi a troca de experiências entre lideranças globais que estão na linha de frente dessas mudanças. Para José Augusto, esses encontros reforçam a importância da colaboração: “Foi uma oportunidade valiosa de conectar com profissionais que estão ativamente contribuindo para essa transformação.”

O futuro já começou

As mensagens que emergem do SIA Executive Forum são claras e contundentes:

  • A tecnologia é central — mas a execução é o que gera valor

  • O setor está se tornando mais estratégico e integrado

  • O crescimento exige transformação, não apenas escala

  • E o futuro será necessariamente híbrido — combinando tecnologia e relacionamento humano

Ao acompanhar de perto esse cenário global, o Sindeprestem reafirma seu compromisso de apoiar seus associados na adaptação às mudanças e no fortalecimento de suas operações, contribuindo para um setor cada vez mais moderno, competitivo e relevante.

 
 
 

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