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VALOR ECONÔMICO

O aumento na demanda por profissionais técnicos das áreas de saúde e varejo por conta do coronavírus está movimentando as empresas que trabalham com o recrutamento de trabalhadores temporários para grandes rede de supermercados, farmácias, laboratórios e hospitais. Em uma grande fornecedora de mão de obra temporária o aumento pela procura esta semana foi de 20%. Enquanto isso, a indústria está dispensando antecipadamente boa parte do contingente que estava empregado por tempo determinado. Na Hays, o aumento dos pedidos de hospitais por profissionais técnicos temporários como enfermeiros, tem feito a consultoria deslocar consultores de outras áreas para reforçar a equipe que faz o mapeamento desses candidatos. “Estamos aproveitando quem tem networking na área de ciências da vida para ir atrás dessa mão de obra operacional”, disse ao Valor Raphael Falcão, diretor da Hays no Brasil. Esse reforço se deve também à pressão no prazo de entrega dos candidatos, que chega a ser de 24 horas. 

O Hospital Israelita Albert Einstein divulgou nota esta semana que vai contratar 1.426 profissionais em São Paulo. Serão 509 para o hospital de campanha que está sendo erguido no estádio do Pacaembu e 195 para unidades de parcerias públicas e o restante para serviços hospitalares. Ele disponibilizou um link para inscrições. Na Randstad, o CEO Fábio Battaglia diz que também está lidando com a demanda dos hospitais por mão de obra especializada como assistentes de enfermagem. “Estamos com centenas de vagas”, disse ao Valor. A recrutadora identificou um aumento de 20% nessa procura esta semana.

Já no varejo, a procura por funcionários temporários, segundo Battaglia, está atingindo os mesmos patamares de períodos atípicos como Black Friday e Natal. “Das 6 mil vagas que a empresa já tinha, houve um acréscimo de 3 mil”, afirma. As grandes redes varejistas, segundo ele, tanto de supermercados como as de farmácias, estão tendo que reforçar os postos de venda, com caixas e pessoal de estoque. Em compensação, a indústria tem mandado os temporários embora. Ele diz que não é possível aproveitar esse pessoal no varejo porque são perfis diferentes. Os contratos foram suspensos até o segundo trimestre e não há previsão de recontratação, segundo ele. A Hays espera que a crise do coronavírus ajude a impulsionar o negócio de temporários no Brasil. “Hoje já totaliza 20%, mas isso deve se acentuar”, diz o diretor Raphael Falcão. Atualmente, esse tipo de serviço corresponde a 60% do negócio global do grupo, presente em 27 países. 

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