Campinas
Por diversas vezes o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, admitiu que a falta de mão de obra qualificada pode afetar o desempenho da economia brasileira em 2011. Segundo ele, alguns setores já reduziram os investimentos por causa do problema, entre eles o da construção civil. Mas a crise no emprego também atinge a prestação de serviços especializados. Campinas é um exemplo.
O município, que bateu recorde de geração de empregos formais em 2010, agora sofre com a dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados em segmentos como vigilância e limpeza. De acordo com o diretor regional do Sindeprestem Luiz Simões da Cunha, algumas prestadoras de serviços da região já estão perdendo oportunidades de negócios. “As empresas têm recusado contratos por conta da indisponibilidade de mão de obra no mercado.”
Segundo o diretor, a alternativa tem sido fazer ressalvas nas propostas às tomadoras para aumentar o prazo para recrutamento de candidatos. “Vagas que eram preenchidas em 15 dias em média, agora levam até o dobro do tempo”, contabiliza Simões.
De acordo com o Ministério do Trabalho, no ano passado foram abertas mais de 24 mil vagas com carteira assinada em Campinas, a melhor marca dos últimos dez anos. Hoje, os empresários da região estão preocupados com a falta de mão de obra e fazem coro para que sejam realizados mais projetos de capacitação e qualificação.
Contato com a regional pelo e-mail diretoria.reg.campinas@sindeprestem.com.br