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  • 31/08/2015 - Revisão de Contratos - Valor Econômico

31/08/2015 - Revisão de Contratos - Valor Econômico

31/08/2015

Jornal Valor Econômico publica no caderno Especial Pequenas e Médias Empresas matéria sobre Terceirização. Vander Morales, presidente do Sindeprestem e Fenaserhtt, foi entrevistado.

Para ler na página do jornal, clique abaixo:

https://www.dropbox.com/s/fldhfnzdwo59ymu/Revisão de contratos _ Valor Econômico.pdf?dl=0  

Por Jacilio Saraiva

O mercado de terceirização no Brasil passa por uma prova de fogo em 2015. Com a recessão, os clientes estão revendo contratos de prestação de serviços para enxugar custos, enquanto no ambiente regulatório, o Projeto de Lei 4.330, em tramitação no Senado, pode abrir mais oportunidades de negócios ao liberar as parcerias de trabalho em qualquer segmento da economia.

"Nesse momento de crise, a percepção é de uma redução de 15% a 20% no volume de trabalhadores e no faturamento das empresas", avalia Vander Morales, presidente do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem) e da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt).

Para especialistas do setor, a maré baixa deve ser combatida com a adequação dos contratos de serviços às necessidades dos clientes. Ao mesmo tempo, tendências do mercado apontam para áreas menos vulneráveis, que podem ajudar a diminuir as despesas dos contratantes, como logística, limpeza, controle de acesso e manutenção de máquinas.

O mercado de terceirização no Brasil é composto de 790 mil companhias, a maioria de pequeno porte, que faturam R$ 536 bilhões ao ano, de acordo com pesquisa do Sindeprestem e da Fenaserhtt. O setor emprega 14,3 milhões de trabalhadores formais ou 32,5% do total com carteira assinada no país. É a primeira vez que as duas entidades fazem uma análise com todos os 13 segmentos conhecidos desse mercado e, por isso, não há referências para comparação com o período anterior. Mas, para se ter uma ideia, no estudo de 2013, com apenas nove setores, o faturamento da área alcançou R$ 65,3 bilhões, ante R$ 54,7 bilhões de 2012, um aumento de 19%.

De acordo com o levantamento, a maior concentração de empreendimentos está nos serviços especializados, que incluem consultoria em recursos humanos e de estágios, com 34 mil empresas, antes de manutenção e engenharia (20 mil companhias) e telemarketing (10 mil). "Um dos nossos principais problemas é a falta de regulamentação, o que provoca insegurança jurídica para prestadores e tomadores de serviços", explica Morales. "Apesar da sua importância para a economia, a terceirização ainda caminha sem uma norma legal."

Esse cenário deve sofrer alterações importantes nos próximos anos por conta do Projeto de Lei 4.330, em tramitação no Senado. A legislação, caso aprovada, vai permitir a terceirização em qualquer setor da economia e deve abrir novas janelas para empresários entrantes. Hoje, as companhias só podem terceirizar atividades ­meio, como limpeza, manutenção ou segurança.

Para não perderem o bonde do crescimento, Morales acredita que, além de um cenário econômico mais favorável, os atores desse mercado vão precisar de mais capacitação profissional. Com o aumento do nível de desemprego, há alta disponibilidade de mão de obra, mas a falta de qualificação continua sendo obstáculo importante. Mesmo em um ano de retração, o especialista observa setores aquecidos, como promoção e merchandising, logística, limpeza e controle de acesso.

"As empresas devem investir na relação com o cliente, saber suas dificuldades e o que, como prestadores, podem oferecer", afirma. "O mercado quer soluções inovadoras. Vale a pena identificar novos contratos em áreas que o competidor já conhece." Segundo Morales, cerca de 75% das grandes companhias contratam a prestação de serviços especializados. Entre as organizações de tamanho médio, esse percentual chega a mais de 60% e, nas pequenas, ultrapassa os 40%.

Luiz Barretto, presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), afirma que, apesar de uma situação macroeconômica mais difícil, o empreendedorismo no segmento vai continuar, por três motivos. O primeiro é a introdução da figura do microempreendedor individual (MEI), que facilita a abertura de novos negócios, estimulados pela expansão do Simples Nacional para atividades de serviços.

"A segunda razão é que, em momentos de crise, as empresas precisam diminuir os custos. E terceirizar parte do processo produtivo pode ajudá-­las", diz. Já o terceiro gatilho aparece por conta da especialização cada vez maior dos empreendimentos. Os empresários focam nas áreas em que têm know­how e chamam parceiros para atividades paralelas. "Há caminhos promissores, como o de serviços de pesquisa e desenvolvimento, design e softwares customizados, além de contabilidade, instalação e manutenção de máquinas."

Para quem pretende sobreviver na área, a dica de Barretto é não depender de um único cliente. "O ideal é aproveitar as oportunidades de trabalho para aprender com grandes grupos, ganhar escala e acessar outros mercados", diz.

Na Genter, de terceirização de mão de obra executiva, recrutamento e seleção, a orientação foi seguida à risca, desde a fundação da empresa, há quatro anos. Com 36 funcionários, formou uma carteira com 17 clientes, a maioria de multinacionais, como Accenture e Burger King. Segundo a diretora Irina Bezzan, a companhia faturou R$ 6 milhões no ano passado. "Adequamos os projetos às necessidades dos contratos e a expectativa, este ano, é superar R$ 8 milhões de faturamento."

A empresária afirma que a crise está levando os clientes a cortar custos e rever contratos com todos os fornecedores. "Para manter as nossas contas, também fizemos uma revisão de honorários de forma agressiva." Dentro de casa, fez substituições na equipe, para deixá­-la mais eficiente, reforçou o nível de senioridade dos gestores e fortaleceu a área de vendas. Em 2016, a ideia é expandir os serviços para o Nordeste.

Ao ser contratado, Barretto, do Sebrae, diz que é importante que o pequeno negócio mantenha funcionários capacitados e uma boa coordenação financeira para honrar os contratos.

Especialistas em recursos humanos ressaltam que a terceirização se mostrou um mecanismo eficiente para rebaixar a remuneração dos empregados terceirizados ­ em alguns casos, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta redução de 27% nos salários. "É necessário buscar formas de adequar a legislação às novas formas de trabalho que surgiram, criando modelos vantajosos para o empregador e os empregados."

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