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11/07/2019 | Sem demanda, varejo segue estável, apontam analistas - Valor Econômico

As vendas do varejo devem mostrar mais um resultado fraco em maio, reforçando a percepção de que o quadro de lenta recuperação da atividade econômica no início do ano se estendeu para o segundo trimestre. A mediana de 26 projeções captadas pelo Valor Data com consultorias e instituições financeiras aponta para variação nula do varejo restrito e alta de 0,4% no conceito ampliado, que inclui automóveis e material de construção, sempre na comparação entre os meses de maio e abril, feitos os ajustes sazonais.

Nas duas métricas, contudo, o intervalo das expectativas é amplo - no restrito, as projeções vão de -0,5% a +0,9%, e, no ampliado, de -1,5% a +2,8%. Já as comparações interanuais devem mostrar variações mais fortes por causa da base de comparação deprimida com o ano passado, quando houve a paralisação dos caminhoneiros. Para as vendas do varejo restrito, a mediana indica alta de 1,3%; para o ampliado, avanço de 6,3%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje os números oficiais. "A demanda doméstica ainda permanece bastante restringida devido à elevada ociosidade do mercado de trabalho", diz Rafael Leão, economista chefe da consultoria Parallaxis, que vê estabilidade nos conceitos restrito e ampliado ante abril. O economista não descarta uma frustração em sua projeção, mas destaca que, dada a fraqueza da economia, o risco é de as vendas do setor virem pior que o esperado.

Dois dos principais indicadores antecedentes sobre o comércio varejista mostraram direções contrárias em maio. As vendas em supermercados, que representam quase 50% do varejo restrito e 34% do ampliado, tiveram queda real, descontada a inflação, de 1,46% ante abril, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Apesar do enfraquecimento na leitura mais recente, a entidade ressalta que, de janeiro a maio, houve alta de 2,39% no faturamento real do setor supermercadista, o melhor para este período nos últimos sete anos. Já os licenciamentos de veículos novos avançaram 5,83% em maio ante abril, para 245,4 mil unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Mais otimista do que a média do mercado financeiro, o banco Santander projeta avanços mensais de 0,8% do varejo restrito e de 1,8% do ampliado. Mesmo assim, a leitura é que a falta fôlego do setor vai persistir. "Mantemos a percepção de que a tendência do consumo das famílias continua sendo de expansão moderada por causa do desempenho contido dos itens mais sensíveis à renda", afirmam, em relatório, economistas do banco espanhol.

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