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28/12/2017 | Os idosos e a reforma - José Pastore, O Estado de S. Paulo

 

Os países que elevaram a idade de aposentadoria vêm enfrentando o grave desafio de garantir trabalho para os idosos. Este será também o caso do Brasil se a reforma da Previdência Social fixar a idade mínima em 65 anos. 

Segundo estimativas dos demógrafos, 50% das crianças que nascem hoje nos países avançados viverão até 105 anos! 50% dos jovens que têm 30 anos chegarão aos 100 anos! É a força da longevidade (Lynda Gratton e Andrew Scott, The 100-Year Life, London: Bloomsbury Publisher, 2016).

Nenhum sistema previdenciário terá capacidade de manter essas pessoas aposentadas, sem poupança e sem trabalhar. Ou seja, os idosos saudáveis terão de trabalhar mais tempo, e assim vem ocorrendo até mesmo no Brasil. É impressionante saber que entre os brasileiros aposentados mais de 1/3 trabalha regularmente. A metade alega ser necessário trabalhar para melhorar os benefícios da aposentadoria; 25%, para manter a mente ocupada; 20%, para se sentirem produtivos; outros precisam ajudar a família (Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito e Confederação de Dirigentes Lojistas, 2016).

Para os idosos trabalharem mais, há dois desafios a vencer. O primeiro é o de garantir emprego e trabalho. O segundo é o de prover familiaridade com as novas tecnologias.

Para enfrentar o primeiro desafio, os países avançados criaram novas formas de trabalhar, como é o caso do contrato intermitente, tempo parcial, terceirizado, autônomo, teletrabalho e outros. Naqueles países, a grande maioria dos idosos trabalha dessa maneira nos setores de comércio, serviços e turismo.

O segundo desafio se refere à necessidade de preparar os idosos para dominar a robotização e a inteligência artificial, cuja entrada no mercado de trabalho se acelera a cada dia. Isso também tem sido feito nos países mais avançados: as tecnologias modernas vêm sendo simplificadas para facilitar a aprendizagem dos mais velhos.

Nos Estados Unidos, 25% dos motoristas do Uber têm mais de 55 anos e, aliás, desfrutam da preferência da população. Para dirigir veículos, eles tiveram de aprender a lidar com aplicativos do mundo digital. O mesmo ocorre com escritórios de advocacia e contabilidade, seguradoras, consultorias, imobiliárias, escolas, agências de viagem, clínicas, bibliotecas, museus e outras atividades que contratam profissionais mais velhos que sabem usar recursos tecnológicos modernos.

Até mesmo os serviços mais simples em restaurantes, zeladoria, segurança e comércio de varejo (onde trabalha a maioria dos idosos) exigem um domínio razoável das técnicas do mundo digital. Ao aprendê-las, os idosos passam a ter mais chance de trabalhar (The Economist, The new old, the economics of longevity, 8/7/2017).

Na Suécia, Holanda, Inglaterra, Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Itália, Grécia, Coreia do Sul e Japão crescem a cada dia os cursos de treinamento de idosos no manuseio de tablets mais simples. Entre os idosos, a aprendizagem tem sido surpreendente.

O Brasil deu importantes passos no campo das novas formas de contratação com a aprovação da Lei 13.467/2017, que instituiu a reforma trabalhista – trabalho intermitente, tempo parcial, teletrabalho, autônomo, terceirizado, etc. Falta agora avançar no campo da simplificação das tecnologias e do treinamento dos idosos. Isso será essencial para enfrentar os desafios da longevidade, equilibrar as finanças públicas e garantir condições para o crescimento econômico e a geração de empregos – para jovens e para idosos.

* PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, É PRESIDENTE DO CONSELHO DE EMPREGO E RELAÇÕES DO TRABALHO DA FECOMERCIO-SP E MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

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