• FENASERHTT E SINDEPRESTEM comemoram mudança na cobrança de PIS e COFINS no Trabalho Temporário
  • Contratação de empresa de Trabalho Temporário gera crédito de PIS E COFINS - Posicionamento Receita Federal
  • REFORMA TRABALHISTA – LEI N. 13.467/17 - Com a Reforma Trabalhista em vigor, atenção para estas orientações
  • Jornal Fenaserhtt
  • Sindeprestem patrocina 37º FÓRUM GERH
  • BRASIL RETOMA POTENCIAL DE INVESTIMENTO COM NOVAS LEIS TRABALHISTAS
  • SETOR DE SERVIÇOS ALERTA CASA CIVIL E MINISTÉRIO DO TRABALHO  PARA INTERFERÊNCIAS NA REFORMA TRABALHISTA
  • FENASERHTT diz ser contra MP da Reforma Trabalhista em Audiência com Ministro Ronaldo Nogueira
  • comunicado_vander
  • fórum cebrasse
  • Wec50anos
  • DECISÃO FAVORÁVEL : FENASERHTT CONSEGUE EXCLUSÃO DO ISS DA BASE DE CÁLCULO DE PIS/COFINS
  • 2910x450 Banner Bombeiro Civil Cartilha Sindeprestem
  • Sindeprestem Institucional
  • Benefício Social Familiar
  • 26anos Novo

19/07/2017 | Reforma é lufada de oxigênio nas relações entre trabalho e capital - Folha de S.Paulo

Artigo de Antonio Delfim Netto

A última semana foi pródiga em revelar que parte de nossos políticos nunca amadurece. Eles não conseguem superar o comportamento infantil e irresponsável que nos caracterizava no início da vida adulta, quando disputávamos o "poder" nas furiosas lutas em nossos centros acadêmicos. Valia tudo, até apagar a luz e roubar a urna!

É natural que minorias que se creem iluminadas pelo pensamento "salvacionista" (que lhes revela antecipadamente o futuro) respondam com violência a qualquer resistência à "salvação", como, por exemplo, ocupando a mesa do Senado e, no escuro, almoçando uma "marmitinha".

A aprovação da chamada "reforma trabalhista" é uma lufada de oxigênio nas relações entre o "trabalho" e o "capital", depois do avanço civilizatório promovido pela CLT, há 70 anos, mas que "criou" sindicatos com monopólio geográfico e receita segura (o imposto sindical). São apenas "correias de transmissão" dos desejos do governo e, portanto, imprestáveis para defender os interesses dos trabalhadores que o incomodam.

A nova lei não é uma panaceia que vai aumentar o emprego imediatamente, mas certamente permitirá relações mais razoáveis entre o "capital" e o "trabalho". Tal cooperação tem soma positiva, o que aumentará a produtividade do trabalho (a definição de desenvolvimento econômico) e gerará uma distribuição mais equânime do produzido. Aprová-la foi o mais fácil de nossos problemas. Pô-la em prática contra a vontade da Justiça do Trabalho, do "sindicalismo pelego" e da ambiguidade de alguns de seus dispositivos exigirá um longo trabalho.

Talvez o maior avanço a respeito das relações "trabalho" x "capital" seja a rejeição do axioma implícito na CLT e defendido com unhas e dentes pela Justiça trabalhista: todo trabalhador é um hipossuficiente, incapaz de defender os seus próprios interesses, e todo capitalista é, naturalmente, um ladrão.

O equilíbrio se faz introduzindo a arbitragem do governo, que é o onipresente, onisciente e onipotente provedor da justiça. É difícil entender, aliás, porque só quem ganha mais do que R$ 11 mil por mês perdeu tal privilégio!

Setenta anos de CLT deram nisto: 17 mil sindicatos gozando do monopólio geográfico e da segurança financeira, tão acomodados e seguros que podem até servir ao "capital" contra os interesses dos seus associados, como se provou na Operação Lava Jato. Uma coisa é, de fato, segura: a lei, para funcionar, exige paridade de poder entre o trabalho e o capital, ou seja, exige: 1) uma revolução na lei eleitoral que proteja o Congresso da sua apropriação pelo capital e 2) a criação de sindicatos "naturais" competitivos e financeiramente independentes. 

Coffee News

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02