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16/05/2017 | Falta técnico qualificado para setores que mais empregam - Valor Econômico

Entre as empresas dos três setores com maior potencial para impulsionar a geração de emprego em São Paulo durante a retomada da economia - alimentação, saúde e tecnologia da informação -, 40% têm hoje dificuldade para preencher vagas de nível técnico, aponta a Sondagem de Habilidades para o Trabalho ("New Skills at Work"), feita pela Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (EESP-FGV).

Os problemas detectados no levantamento feito com 417 empresas no ano passado vão desde a falta de conhecimento técnico em si e de treinamento prático dos candidatos até a deficiência em habilidades socioemocionais. 

Os três setores foram identificados como principais motores da economia paulista em um futuro próximo com base em três aspectos: desempenho econômico recente, percepção dos principais agentes econômicos e previsão de investimentos. Eles representam 40% de todas as matrículas em cursos técnicos no Estado, conforme o último Censo Escolar. A pesquisa  é resultado de uma parceria entre a Fundação JP Morgan Chase, o Conselho das Américas (COA) e a FGV. No setor de alimentação, verificou-se que as empresas têm o costume de contratar trabalhadores com nível médio para vagas técnicas - alimentador de linha de produção, operador de máquinas - e dão treinamento a eles nas competências relacionadas às funções. A maior parte das companhias, contudo, relatou que enfrenta problemas com a falta de habilidades socioemocionais dos funcionários, como disciplina, atitude profissional e responsabilidade.

Na área de saúde, em que o número de contratações de nível técnico é alto pelas exigências legais, o que faltam são as habilidades práticas. O conhecimento técnico seria suficiente, mas combinado com pouca experiência no desempenho da atividade. 

Já entre as empresas de tecnologia da informação, as vagas acabam sendo ocupadas por trabalhadores com nível superior. Nesse caso, a queixa é de que falta conhecimento específico aos candidatos com formação técnica. 

Os resultados representam o cotidiano do diretor de RH da rede D'Or São Luiz, Jaime Schlittler, que falou sobre a dificuldade de contratar técnicos em enfermagem. Diante da escassez de bons candidatos, sua equipe teve de avaliar recentemente 12 mil currículos para preencher 400 vagas que foram abertas no Rio de Janeiro. "Agora nós temos um banco de dados com praticamente todos os profissionais do Estado", brincou. Em média, 30% dos candidatos não passam da prova técnica aplicada na primeira fase dos processos seletivos da rede. Mesmo com a peneira, e com iniciativas de capacitação dentro da empresa, a rotatividade "forçada" - os desligamentos feitos pelo empregador - chega a 10% por ano.

A empresa de softwares Totvs tenta contornar o desafio que impõe o recrutamento investindo cada vez mais em qualificação para os funcionários recém-contratados e em parcerias com escolas técnicas para desenvolver disciplinas em conjunto, contou a diretora de RH, Rita Pellegrino. 

O coordenador do estudo, o professor da EESP-FGV André Portela, ressalta que esse cenário de lacunas e descasamento de habilidades persiste mesmo diante do desemprego elevado e que pode ser um obstáculo ao aumento da produtividade do trabalho durante a retomada. O Estado de São Paulo, destacou, está entre os que mais perderam empregos na recessão. "Quase 30% dos postos eliminados no Brasil estavam em São Paulo". Portela lembra que o ensino técnico tem participação pequena no total de matrículas do país - 8,7% (dados de 2015), contra 28% na Colômbia, 38% no México e 71% na Áustria. A média da OCDE é de 40%.

Em São Paulo, o setor público concentra 45% dos estabelecimentos que oferecem treinamento técnico. Assim, o governo seria um ator importante na reformulação desse tipo de ensino, para torná-lo uma alternativa "viável e atrativa" à educação regular, observando deficiências já detectadas na formação. O momento atual de rediscussão do ensino médio, dizem os autores, seria propício para que essa reforma também fosse feita.

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