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03/09/2017 | Terceirizar nem sempre é a melhor solução, afirma empresa - Folha de S.Paulo

"O que dá segurança no emprego não é ser CLT, é a competência", diz Leonardo Santos, diretor de TI da Minuto Seguros, uma plataforma on-line de venda de seguros.

Na empresa, há 4 das 6 ocupações que costumam ser terceirizadas e foram objeto de estudo publicado pela USP, que pesquisou diferenças nos salários dos trabalhadores.

Em duas delas, a empresa contrata uma prestadora de serviços: vigilância e limpeza. Em outras duas —TI e telemarketing—, emprega diretamente os funcionários.

Na área de tecnologia, Santos, que coordena cerca de 30 pessoas contratadas diretamente, diz que adota a terceirização em projetos que precisam de reforço por curto período de tempo.

Há um ano e três meses na empresa, usou a opção apenas uma vez, por quatro meses, para acelerar o desenvolvimento de um produto.

Nas cidades brasileiras, a cada 100 trabalhadores, 6 são terceirizados, segundo a Pnad (pesquisa por amostragem feita pelo IBGE) de 2015. A pesquisa levantou a porcentagem de trabalhadores com contrato intermediado por empresa.

O alcance é limitado mesmo entre as seis funções terceirizáveis estudadas pelos pesquisadores da Fipe, FEA e FEE, como segurança, limpeza, telemarketing ou TI.

Na média, 75% dos empregados dessas áreas eram contratados diretos da empresa em que trabalhavam.

A porcentagem varia bastante entre as ocupações: de 5,4% de terceirizados no setor de montagem e manutenção de equipamentos a 62% no de telemarketing.

CUSTO TRABALHISTA

A insegurança jurídica é uma das hipóteses para o baixo índice de terceirização.

Até o primeiro semestre deste ano, a Justiça do Trabalho considerava essa forma de contrato possível apenas em funções meio.

Decisões judiciais também vinham estabelecendo o vínculo do empregado com a empresa que contratou a prestadora de serviço, o que resultava em dívidas trabalhistas.

Outro motivo para a baixa porcentagem é que no Brasil mais de 80% das vagas se concentram em empresas com até quatro funcionários, sem estrutura para contratar mão de obra terceirizada.

O economista Eduardo Zylberstajn, co-autor do estudo publicado pela USP, avalia como simplista o argumento de que as empresas optam pela terceirização apenas para pagar menos.

"A decisão é mais complexa. Num fabricante de chips, por exemplo, a limpeza da linha de montagem é crucial e exige trabalhadores especializados; a faxina do refeitório, por outro lado, pode ser terceirizada."

SEGURANÇA 24H/DIA

O recurso costuma estar ligado ao ganho de escala. Uma empresa que precisa de seguranças 24h/dia terá problemas se contratar três vigias para a manhã, a tarde e a noite quando houver faltas, férias, licenças etc. Contratar os serviços de uma prestadora resolve esse problema.

Outro motivo é que a empresa de segurança tem know-how na seleção e gestão dos vigilantes.

Mas quando a função é fundamental para o faturamento, a tendência é preferir o contrato direto.

É o caso da Minuto. Além de tecnologia, o atendimento por telefone é função crucial para o resultado do negócio. Por isso, nenhuma das cerca de 500 vagas é terceirizada.

Formado em ciência da computação, o próprio Santos já trabalhou para uma terceirizada, como PJ. "Foi uma forma de manter minha remuneração mais alta."

Segundo ele, não é interesse das fornecedoras de mão de obra ter empregados menos qualificados ou mal remunerados. "Se os funcionários forem bons, a terceirizada consegue deixá-los alocados por mais tempo."

Os desenvolvedores próprios, porém, são mais qualificados e comprometidos que os terceirizados, diz o diretor de TI.

Em parte isso ocorre porque, quando uma empresa encontra um bom funcionário, contrata, deixando para as terceirizadas os menos qualificados, segundo ele.

O estudo publicado pela USP mostra que, na média, terceirizados são mais jovens (36 anos, na média, contra 39), estão há menos tempo no emprego (média de 35 meses contra 71) e pedem mais demissão (1,2% contra 0,56%).

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