• LANÇAMENTO DO LIVRO “TERCEIRIZAÇÃO, UMA ABORDAGEM ESTRATÉGICA” REÚNE CONVIDADOS EM NOITE DE AUTÓGRAFOS
  • SETOR DE SERVIÇOS ALERTA CASA CIVIL E MINISTÉRIO DO TRABALHO  PARA INTERFERÊNCIAS NA REFORMA TRABALHISTA
  • HIGIEXPO 2017
  • Download Cartilha sobre Lei 13.429/2017
  • Banner Homenagem Relator
  • FENASERHTT diz ser contra MP da Reforma Trabalhista em Audiência com Ministro Ronaldo Nogueira
  • Site Fenaserhtt de cara nova
  • LEI13467
  • comunicado_vander
  • Palestra Explicativa sobre a Medida Provisória nº 783/2017
  • fórum cebrasse
  • Vander Morales representa Brasil em palestra no Uruguai
  • Wec50anos
  • DECISÃO FAVORÁVEL : FENASERHTT CONSEGUE EXCLUSÃO DO ISS DA BASE DE CÁLCULO DE PIS/COFINS
  • 2910x450 Banner Bombeiro Civil Cartilha Sindeprestem
  • Pl 4302 1998 Agora E Lei 13429 2017
  • Sindeprestem Institucional
  • Benefício Social Familiar
  • Conferência Internacional do Setor de Serviços Brasil-Portugal
  • 26anos Novo

16/08/2017 | O custo da insegurança – O Estado de S.Paulo

EDITORIAL

Medo é parte da rotina da empresa brasileira. Por isso, a insegurança é um componente importante do custo Brasil. Perdas com roubo, furto e vandalismo, somadas a despesas com segurança, adicionaram R$ 27,1 bilhões aos custos industriais, no ano passado, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Isso corresponderia a uns US$ 7,5 bilhões, pelo câmbio médio. Naquele ano as montadoras faturaram bem menos com a exportação de veículos de passageiros: US$ 4,7 bilhões. Também as vendas externas de café, no valor de US$ 4,8 bilhões, foram menores que o custo da insegurança. Nos últimos dias, contingentes das Forças Armadas, alocadas no Rio de Janeiro para reforçar o combate ao crime, participaram de operações, em vias de acesso à cidade, contra o roubo de cargas. Poderiam ter feito trabalho semelhante em muitos outros lugares, incluído, naturalmente, o Estado de São Paulo.

 

O Brasil continua aparecendo muito mal em todas as comparações internacionais de competitividade. Os estudos apontam várias desvantagens brasileiras, com destaque para o sistema tributário inadequado, os altos custos financeiros, os desajustes macroeconômicos, a insegurança jurídica, a burocracia excessiva e a infraestrutura deficiente. Essa é uma lista incompleta, mas impressionante, dos componentes do famigerado custo Brasil. Com muito menos frequência a relação inclui a insegurança, mas seria preciso mencionar esse item até com algum destaque. Afinal, em quantos países a escolta armada é um item relevante, ou tão relevante quanto no Brasil, no dia a dia da logística industrial?

 

A sondagem publicada pela CNI menciona logo na abertura do texto o efeito negativo da insegurança na competitividade. Além dos custos diretos decorrentes de roubos, furtos e vandalismo, há o desvio de recursos para os esquemas de segurança e para a contratação de seguros. Dinheiro e força de trabalho são aplicados em grandes proporções em atividades de proteção, em vez de serem utilizados de forma produtiva.

 

Observação semelhante é feita, com mais frequência, quando se trata do trabalho destinado, por exemplo, ao demorado e complexo atendimento das obrigações tributárias. O Brasil é um dos campeões mundiais nesse tipo de desperdício. Tempo e talento são gastos em proporções enormes, todo ano, para garantir, nem sempre com sucesso, o cumprimento das normas de impostos e contribuições, tão complicadas quanto instáveis.

 

Agora, o estudo da CNI chama a atenção para os espantosos custos da segurança. Esses custos estão associados a um padrão de rotina, quase de normalidade, certamente desconhecido em muitos outros países. Nenhuma parte do mundo está livre de riscos de assaltos, furtos e vandalismo, mas o quadro brasileiro é certamente incomum. O manejo de mercadorias provenientes de roubo de cargas, tal como exibido por um canal de televisão, na semana passada, só pode ser um espetáculo raro em países com padrões mais modestos de criminalidade.

 

Em média, segundo o levantamento, empresas contratantes de serviços de segurança privada gastaram 0,64% de seu faturamento com esse item. Cinquenta e cinco por cento das firmas industriais informaram ter usado esse tipo de serviço em 2016. Contratações foram indicadas por 64% das indústrias extrativas, 56% na área da construção e 54% no segmento de transformação. Neste setor, as empresas mais afetadas são as de alimentos, produtos químicos, celulose, papel e produtos de papel, produtos minerais não metálicos e itens de material plástico.

 

Ainda seria preciso acrescentar os efeitos da violência, como sequestros, ferimentos e mortes de motoristas, ajudantes e agentes de segurança, inexplorados no estudo. Esse é o lado mais assustador da história. Mas a avaliação econômica é suficiente para mostrar a gravidade da insegurança como entrave à produtividade e à competitividade e como fator de distorção das decisões de investimento. Segurança poderia ser um item da política econômica. Pelo menos poderia haver mais atenção a resultados.

Coffee News

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02