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10/08/2017| Propósito deve guiar a busca pelo trabalho no futuro - Valor Econômico

Em meio a tanta discussão sobre como a tecnologia pode destruir os empregos no futuro, é preciso olhar para outros aspectos da carreira que vão além da procura por habilidades compatíveis com esse novo cenário desenhado pelos especialistas. Segundo Paolo Gallo, diretor de recursos humanos do Fórum Econômico Mundial, antes de querer se preparar seguindo fórmulas, é preciso entender a sua verdadeira motivação em relação ao trabalho e qual a sua percepção sobre o sucesso.

Gallo é italiano, professor da Universidade Bocconi, e começou a carreira no mercado financeiro. Já trabalhou em mais de 70 países, tendo atuado no Citibank e no Banco Mundial até chegar ao Fórum Econômico Mundial. Foi no Banco Mundial, ao passar por um programa de coaching como executivo, que descobriu sua segunda vocação, trabalhar com o desenvolvimento de gestores. Decidiu então buscar uma certificação na Universidade de Georgetown. "Acho que diante de tantas incertezas, o coaching vai ser uma ferramenta importante no mundo corporativo, mas é preciso estudar. Não dá para ser médico sem ter diploma", disse em entrevista ao Valor.

Na próxima terça-feira (15), Gallo participa do 43º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (Conarh), em São Paulo. Ele vai falar sobre a "4ª Revolução Industrial e a nova bússola do sucesso". Na palestra, ele inclui temas de seu livro, "A Bússola do Sucesso" (editora Benvirá), no qual discute a importância das escolhas na vida profissional.

Muitos consideram que apenas ter um emprego já é uma sorte nos tempos atuais, mas ele acredita que se não nos arriscarmos para procurar um lugar alinhado com nossos valores, de nada vai adiantar a nossa dedicação ao trabalho. "Se não conseguirmos enxergar um propósito no que fazemos, será muito difícil sermos felizes e bem-sucedidos."

Encontrar uma empresa com valores alinhados aos seus não é uma tarefa simples. Mas decifrar a cultura de uma companhia não é impossível. Ele lembra que há muita informação disponível hoje em sites e em mídias sociais, e que conversar com quem trabalha ou trabalhou no lugar é sempre um método eficaz para entender como uma organização funciona.

Uma dica simples para entender se a empresa é boa para você, segundo Gallo, é observar quem chega ao topo. "Será que a companhia promove por mérito, resultados, integridade ou as pessoas chegam lá por outras razões?". Outra maneira é levantar dados estatísticos que vão levar a informações úteis como, por exemplo, a idade média dos funcionários, o número de mulheres em cargos de chefia ou a rotatividade. "Se você é uma profissional vai saber que a ascensão em uma companhia com poucas executivas é difícil".

Na opinião de Gallo, é muito importante o profissional saber o que a empresa vende e como ela consegue dinheiro. "Não dá para casar com alguém sem saber o que a pessoa faz para trazer dinheiro para casa", diz.

Nem todos precisam chegar ao cargo de CEO ou de diretor para se sentirem vitoriosos na carreira. "Ser bem-sucedido não significa apenas ser promovido, ter aumento, se tonar mais visível e poderoso. Existem elementos adicionais a essa definição", diz. 

A grande reflexão, segundo ele, é como vamos guiar nossa carreira com um propósito. "Existem os missionários que encontram um sentido no que estão fazendo e os mercenários que são motivados apenas por questões financeiros". Nesse sentido, ele se sente privilegiado por ter trabalhado em lugares onde as pessoas estão unidas por uma causa maior, como o Banco Mundial ou o Fórum. "É mais fácil encontrar uma linguagem comum, mesmo com gente de tantos países."

Ele defende a busca por um trabalho com significado, mas admite que as ameaças ao emprego são reais, e diz que o Fórum Econômico Mundial está empenhado em aprofundar a discussão sobre as carreiras do futuro. "Sabemos que algumas funções no supermercado ou no aeroporto vão sumir, mas o que vai acontecer com essas pessoas? Será que elas estão sendo preparadas para aprender novas habilidades?".

Essa é a grande questão que precisa ser respondida por toda a sociedade, segundo ele. As empresas deveriam destinar no mínimo 5% de seu faturamento para desenvolver seus funcionários. As universidades também precisam adaptar seus currículos. Gallo afirma que o custo do desemprego será alto, portanto trata-se de um problema complexo que vai precisar de soluções conectadas do ponto de vista social, político e financeiro. "Ninguém sabe a solução, mas sempre é possível fazer escolhas."

 

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