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SINDEPRESTEM em Notícias

Confira aqui as últimas notícias sobre a Copa do Mundo 2014

10/11/2011

>> Copa 2014 trará impacto de R$ 12 bilhões em São Paulo


Consultoria inglesa indica que a capital paulista será a cidade que receberá mais investimento
JAMIL CHADE - O Estado de S.Paulo

GENEBRA - Ninguém sabe ainda quais serão as seleções que se classificarão para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e muito menos qual sairá com a taça de campeão. Mas um levantamento mostra que, pelo menos fora de campo, a campeã será a cidade de São Paulo.

Um estudo feito pela consultoria SportBusiness, de Londres, indica que a capital paulista verá um impacto econômico de quase R$ 12 bilhões como resultado do Mundial, por meio de investimentos, serviços, gastos de torcedores, além de construção de hotéis, estádio e publicidade.

O movimento de recursos em São Paulo devido à Copa será 30% superior ao do Rio de Janeiro. A cidade que abrigará a final do Mundial e o maior número de partidas da competição registrará um fluxo de recursos e investimentos de cerca de R$ 9 bilhões, de acordo com a consultoria sediada na Inglaterra.

Por meses, a posição de São Paulo no evento foi alvo de uma grande disputa e a CBF chegou a alertar que poderia excluir a sede do torneio por causa da polêmica em relação ao Estádio do Morumbi. Mas, com a garantia de dinheiro público, a intervenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a promessa da construção de uma nova arena, o Itaquerão, a situação da cidade sofreu uma reviravolta.

No calendário final dos jogos, anunciado recentemente pela Fifa, São Paulo ficou com seis partidas. E concentrou o maior número dos jogos importantes. Terá a abertura, com a presença da Seleção Brasileira, e uma semifinal. O Rio não terá nenhum jogo da semifinal e só verá o Brasil se o time chegar à final.
Na lanterna da classificação do impacto econômico da Copa está Porto Alegre, que continua sem saber que estádio usará. Para a consultoria, o torneio terá um impacto de menos de R$ 2 bilhões para a cidade sulista.

Curitiba, Cuiabá e Natal também sentirão um impacto de cerca de R$ 2 bilhões em suas economias por conta do torneio, mesmo com a determinação da CBF de que todas as cidades tenham pelo menos a oportunidade de ver uma grande seleção no local.

HOTÉIS

São Paulo também está na frente na lista elaborada pela Fifa dos hotéis indicados para hospedar turistas durante a Copa. A cidade, que vai ter o jogo de abertura do Mundial, teve 81 locais sugeridos pela entidade.

O Rio, palco da final, ficou com 77. A relação da Fifa contém 695 hotéis. No entanto, considerando-se todo o Estado, o Rio aparece em primeiro lugar: 115 a 106.

A Fifa considerou diversos aspectos ao elaborar a relação: a proximidade dos hotéis em relação aos locais das partidas e das fan fest, a distância dos aeroportos, a capacidade dos empreendimentos e a qualidade dos serviços, entre outros.

Belo Horizonte, que vai receber seis jogos da Copa, teve a rede hoteleira criticada. Mesmo assim, a Fifa recomendou 37 hotéis na cidade. Brasília teve apenas 24 indicações, número considerado pequeno.

>> Fifa já admite oferecer cota de ingressos para índios e pobres
Em almoço com políticos, secretário Jerome Valcke revelou que cota social é possível para 2014 

 
 
Índios podem ter direito a ingressos mais baratos, diz Valcke (crédito: Wilson Dias/ABr)
 
Da Agência Brasil - Brasília
postado em 09/11/2011 10:54 h
atualizado em 09/11/2011 10:59 h

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, acenou com a possibilidade de atender ao pedido do governo federal de criar uma cota social de ingressos para índios e famílias atendidas pelo Programa Bolsa Família. A declaração foi feita ontem (8), após um almoço com lideranças partidárias e autoridades do governo federal, na casa do presidente Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

“Recebemos um pedido para que consideremos pessoas mais pobres catalogadas no Programa Bolsa Família e para populações da região amazônica. Não podemos dizer que finalizamos um acordo nesse sentido, mas vamos colocar isso no sistema para termos condições de dar uma resposta. Isso não colocará nosso sistema em risco, nem tornará a venda [de ingressos] mais difícil do que já é”, disse o dirigente da Fifa.

Valcke reiterou que já existe uma compreensão de que a Fifa jamais permitiria qualquer tupo de facilidade para a entrada de pessoas que possam criar problemas ao Brasil, como regras mais frouxas para obtenção de visto de entrada no país.

“Estamos trabalhado com as forças de segurança e departamentos de todas as partes do mundo, como Interpol [Polícia Internacional] e agências de segurança norte-americanas para garantir a segurança dos jogos. Trabalhamos também em conjunto com as forças de segurança do Brasil para garantir uma Copa segura, sem atos terroristas, nem violência”, informou Valcke.

Ele, no entanto, enfatizou que medidas de segurança não podem trazer prejuízos aos fãs do futebol que pretendem visitar o país-sede da Copa. “A Fifa fez pedidos para assegurar que, onde quer que o evento seja organizado, não haja nenhum tipo de lista negra. Todos os públicos, vindos de todas as partes do mundo, qualquer que sejam suas origens, devem ter acesso ao país. Trabalhamos para assegurar que as pessoas curtam a Copa do Mundo”.

Segundo ele, a discussão sobre cobrar ou não meia-entrada de estudantes e idosos nos jogos da Copa "é uma questão técnica", já que seriam grandes as dificuldades para identificar esses casos em compras de ingressos pela internet, por exemplo.

“Temos recebido solicitações nesse sentido. A meia-entrada não é uma questão de dinheiro, mas sim, uma questão técnica envolvendo procedimentos como a necessidade de apresentar um documento de identidade. Vender tickets [para esse tipo de evento] é algo muito difícil de fazer porque os venderemos em diversas partes do mundo, pela internet. Além disso, os ingressos serão impressos no último momento, por questões secretas [de segurança]”, argumentou o dirigente da Fifa.

 

>> Fifa pode trocar arma de fogo por ingresso da Copa 2014
Em audiência na Câmara, secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, cogitou o procedimento
 

 
Segundo Valcke, Fifa poderá participar de campanha pelo desarmamento (crédito: Divulgação/Fifa)

Da redação - São Paulo
postado em 08/11/2011 11:26 h
atualizado em 08/11/2011 11:36 h

A Copa de 2014 pode servir de plataforma para a campanha pelo desarmamento no Brasil. Em audiência realizada nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, afirmou que a entidade pode adotar a troca de armas de fogo por ingressos do Mundial.

“Tem tanta arma no Brasil que não teremos a quantidade de ingressos necessária para resolver o problema do armamento. Mas como a Copa tem 30 dias, certamente podemos incluir essa demanda numa campanha durante a competição”, declarou o dirigente.

Haverá aproximadamente três milhões de ingressos disponíveis para os 64 jogos da Copa. Além da troca de armas por ingressos, a Fifa também poderá realizar eventos e divulgar mensagens pelo desarmamento durante as partidas da Copa.

“Podemos pensar também na organização de eventos específicos nas 12 cidades-sede e criar mensagens para serem difundidas durante os jogos”, afirmou o secretário. “Em todas as Copas temos um dia dedicado à luta contra o racismo e a exclusão, então podemos fazer parte dessa campanha contra as armas no Brasil.”

 

>> Taxistas vão poder participar de cursos de qualificação para a Copa Com aulas de idiomas, gestão e empreendedorismo, projeto "Taxista Nota 10" deve capacitar 80 mil 
  
"Taxista Nota 10" vai preparar 80 mil profissionais até a Copa (crédito: Arquivo)

Da Agência Brasil
postado em 07/11/2011 15:24 h
atualizado em 07/11/2011 15:41 h

A partir de hoje (7), taxistas de todo o país poderão participar de cursos de idiomas, gestão e empreendedorismo. O projeto Taxista Nota 10, visa a capacitar cerca de 80 mil taxistas para melhorar o atendimento aos turistas durante a Copa do Mundo de 2014.

“Esse será, sem dúvida, um grande legado de desenvolvimento que ficará após 2014 para toda a cadeia produtiva dos setores de turismo e produção associada, que reúne as atividades da economia criativa como entretenimento e artesanato”, afirma Luiz Barretto, presidente nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

As inscrições nos cursos poderão ser feitas gratuitamente nas unidades do Serviço Social do Transporte (Sest), Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) e do Sebrae em todo o Brasil. Também poderão ser feitas por meio das centrais de atendimento do Sebrae (0800-570-0800) e do Sistema da Confederação Nacional do Transporte (0800-728-2891).

O programa pretende capacitar os motoristas de táxi em inglês e espanhol, com cursos que terão duração de 120 horas e vocabulário personalizado, adaptado à linguagem e ao dia a dia do profissional. “Além de ser gratuito, [o curso] enriquece o profissional da categoria. Eu até entendo alguns idiomas como castelhano e espanhol, porém não sei pronunciar. Um curso como esse é muito bom, é a oportunidade de atender melhor os turistas”, disse Firmino Calazans, taxista há 37 anos.

A outra ação que o Sebrae promove, em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) é a elaboração de 15 edições do jornal Taxista Nota 10, que vai abordar diversos temas, como gestão empreendedorismo, turismo, gestão financeira, administração do tempo, marketing pessoal, legislação, direção defensiva, condução econômica e primeiros-socorros.

Segundo o presidente do sindicato dos taxistas do Distrito Federal (Sintaxi), Geocarlos Cassimiro de Araújo, o projeto precisa de algumas mudanças. “A ideia do curso é muito boa, porém a vida dos taxistas é muito corrida. Para esse projeto dar certo, teriam que ser feitos cronogramas e ser obrigatória a realização do curso”, disse.

>> Nordeste e sudeste receberão mais de 60% dos jogos da Copa Com 70% do PIB nacional, regiões terão 40 partidas do Mundial; sul acompanhará apenas nove

  

Fifa visita o Rio de Janeiro, sede da final da Copa (crédito: Arquivo)

Diego Salgado* - São Paulo
postado em 04/11/2011 15:38 h
atualizado em 07/11/2011 11:04 h

A intenção era boa, mas ficou só no papel. Em 2007, quando a Fifa anunciou que a Copa seria disputada no Brasil, o governo federal fez questão de contemplar as cinco regiões do país.

Agora, em outubro de 2011, as recém-divulgadas tabelas da Copa das Confederações e da Copa de 2014 mostram que a divisão igualitária dos eventos ficou apenas na conversa.

Revelado no último dia 20, na Suíça, o calendário do Mundial deixa claro que o poderio econômico foi critério predominante na partilha feita pela Fifa.

Donos de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, sudeste e nordeste abocanharam nada menos que 62,5% dos jogos da Copa. Fortaleza, Natal, Recife e Salvador receberão 21 partidas, enquanto Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo ficarão com 19.

Pelo critério econômico, destoa apenas a região sul, dona do segundo maior PIB do país. A explicação é que as obras de Arena da Baixada e Beira-Rio estão paradas. Com isso, Curitiba e Porto Alegre ficaram com apenas nove partidas da Copa, sendo que a mais importante será uma das oitavas de final na capital gaúcha.

O desequilíbrio regional é ainda maior na segunda fase do torneio. Sudeste e nordeste sediarão 12 dos 16 jogos finais, ou 75% das partidas.

Mas é o sudeste que mais se destaca quando se trata dos principais jogos da Copa. A região produziu 56% das riquezas do país em 2008, segundo os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Talvez por isso ficará com as partidas de maior relevo do Mundial.

Depois de uma disputa acirrada com Minas Gerais, Distrito Federal e Bahia, São Paulo levou a abertura da Copa e, de quebra, uma das semifinais. A outra partida que define o finalista será disputada em Belo Horizonte. E como já era sabido há tempos, o Rio sediará a final.

Cariocas e paulistas também levaram todos os eventos paralelos ao Mundial. O Centro de Mídia ficará no Rio. É lá que milhares de jornalistas ficarão concentrados para distribuir as informações sobre o Mundial.

Mesmo fora da Copa das Confederações por conta do cronograma apertado do Itaquerão (pronto só no final de 2013), São Paulo sediará o sorteio das chaves do evento-teste. A capital paulista receberá também o seminário de árbitros e o Congresso da Fifa. Este, evento que reúne mais de dois mil cartolas nas semanas que antecedem a cerimônia de estreia do Mundial.

Outras regiões
Centro-oeste, norte e sul ficaram com os 37,5% restantes da Copa. As três regiões concentram sedes que receberão a quantidade mínima de jogos: Manaus, Cuiabá e Curitiba.

Brasília, a sede com mais jogos da Copa ao lado do Rio de Janeiro, será palco de sete confrontos. A capital federal receberá, entre eles, a decisão do terceiro lugar e o último jogo da seleção brasileira na primeira fase.

 

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